O coração de uma mulher é um oceano de segredos. (Titanic)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

You'll be the prince, and I'll be the princess.


Caro Príncipe Encantado,
Gostaria muito de saber por onde vosso senhor andas. Nunca mais me enviou uma carta ou telegrama, fiquei realmente preocupada achando que algo tinha te acontecido. Mas não, fiquei sabendo, por jornais locais, que você está bem. Muito bem, por sinal, né senhor? Está com uma nova princesa, nova família, novo castelo... Como não me avisou? Eu achei que era sua noiva prometida, pelo visto me enganei. Você é um tremendo bobalhão que já foi catando outras jovens inocentes para iludir, não é? Sei bem das suas intenções. Mas queria lhe informar, só por alto, que sim, eu não te queria mesmo. Porque o meu príncipe encantado teria que ter diversos requisito que você não tem, é, um ser tão antiquado quanto você, lógico que não teria. HAHA. Vou lhe informar esses requisitos, preciso enumerá-los para que você possa entender, né? Ok, vamos lá.
1) Você não é formado em uma faculdade reconhecida pelo mundo todo, como a de Harvard, né. Sempre soube que você não era um rapaz realmente culto.
2) Mora em um castelo, com tijolos antigos, que só de passar um vento mais forte que o normal, já começa a tremer. Morar nesse local me daria medo. Então, digo, que o local apropriado para uma linda mulher como eu seria uma baita cobertura, com piscina e muitas e muitas banheiras de hidromassagem, ofurô (sei lá como escreve) para relaxar sempre.
3) Uma boa e encantadora casa de praia, de frente pro mar, um mar calmo, a praia dos sonhos e também, a casa dos sonhos, não é pouca coisa a casa de praia dos meus sonhos, então não vou escrever.
4) Chega, chega de me enviar cartas. Atualize-se! Carta, correio e carteiro são coisas do passado. Tudo agora é através da internet, meu filho, ou então SMS de um celular muito bem equipado também.
E a lista continua...
Vou logo te avisando, se vier a responder essa carta (que demorei horas para escrever), faça o favor de anexa-la a um email, eu sou atualizada ao contrário de você. Se não tiver como enviá-la via email em sua própria residência, vá até uma lan house na cidade. Se não sabe o que é lan house, jogue no Google e se também não sabe o que é Google, se interne! Quem hoje no mundo não sabe o que é Google? Só você, já era de se imaginar. Então, faça-me esse imenso favor, já não aguento mais escrever e depois disso você vai ter que me pagar uma massagem terapêutica. 
Enfim, xauzinho krido. Bjks. :*
(Se mate para entender isso, príncipe não encantado burro de uma figa.)


Lana Correia.

domingo, 17 de janeiro de 2010


' Só se sente a falta da luz, quando ela se apaga.'

Hoje eu vim na casa da minha bisavó, na verdade não gosto muito daqui, é monótono. Mas um breve instante fez valer todo o meu dia. Eu estava sentada no sofá, de frente para a janela, e a minha bisavó estava lá fora, eu a via apenas a sua cabça pela janela, ela estava sentada em sua cadeira de rodas, sob uma restia de sol. Seu cabelo grisalho brilhava com a luz. E eu deixei uma lágrima envergonhada deslizar pelo meu rosto. Na verdade eu não sei bem quais sentimentos faziam parte daquela lágrima, mas, senti medo. Medo de um adeus. Medo do dia em que essa luz se apagar.
Depois desse momento, parei para pensar no que ela estava pensando ... Será que a sua vida valeu a pena? O que será que ela faria diferente?
E a minha vida? Vivemos e erramos para aprender, mas, o que fazemos com esse aprendizado? Lembramos ... é apenas isso que resta, lembranças.
Então, quero poder me lembrar das mais sublimes coisas da vida, quero envelhecer e me lembrar do dia em que vi a minha vó sob o sol da manhã , tão bela quanto aquela luz, aquele raio de sol. Uma luz que por mais que se vá ao chegar o fim do dia, nunca se apagará
.


                                                                                                      Brenda.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A vida é mesmo uma caixinha de surpresas...


É. A vida nos prega peças todo santo dia. Não importa o quanto você lute para que isso não aconteça. É uma caixinha de surpresas, onde no fim dessa caixa, beem no fim você encontrará a plena felicidade. No fim da caixa, eu não quis dizer no fim da vida, mas ocasionalmente, seria assim. Será que só seremos felizes após a morte? Que tanta luta, tanta busca e reconhecimento é difícil de se transformar em felicidade? Parece que sim. Pois, por cada pessoa que você passa, conhece intimamente ou simplesmente de vista, ela te deixa um mal, um obstáculo - não que todo obstáculo seja mal - mas que é preciso passar com toda garra. As pessoas tem mentes muito maliciosas, por isso nos deixam sempre um "mal", porque não podemos apenas viver nossas vidas como queremos e da maneira que quisermos? Se tentar fugir de um padrão natural, todos vão falar. Mas quem deveria se importar com o que os outros falam? Pois é, mesmo dizendo não se importar, todos - sem exceção - se importam, se importam com qualquer coisinha, mesmo pequena. É difícil conviver socialmente com pessoas que estão sempre te julgando, falando o que deve fazer, ou ser. Isso é total e obviamente, sua, apenas sua decisão.


Att: Lana Correia.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


'I wish I could bubble wrap my heart
In case I fall and break apart '
Bubble Wrap - Mcfly.



Começou um ano, os sentimentos são os mesmos. Não, não são os mesmos, são sentimentos renovados agora, mais fortes talvez, são sentimentos de um novo ano. Mas existem sentimentos novos, além dos de sempre, existe mais dor, normal - era de se esperar , existe desapontamento, existe decepção.
Sabe quando vai chegando o natal e você realmente acha que vai ganhar aquele presente que você passou o ano todo pedindo aos seus pais, e quando abre a caixa, é só mais uma boneca da qual você tem mais cinco iguais. E você sorri, está tudo bem.
Na verdade não está nada bem.
Seus pais não devem saber, mas você passou o ano inteiro cobiçando aquele presente, quando de repente, você ganha outra coisa, que não chega nem aos pés do que você queria. E quando volta as aulas, a sua amiga aparece com aquele presente que você queria. Bem, eu não estou desapotada com os meus presentes, na verdade, eu estou desapontada com as mentiras. Com as suas mentiras!
Me pergunto o que é pior, amar e não ser retribuído, ou fazer fluir o amor em um alguém e não poder retribuir. Você sabe quantos dias eu sonhei em te tocar? Sonhei em pelo menos poder te abraçar ... e o que você fez com todos os meus sonhos, o que você fez com o meu coração? Esmagou, estraçalhou, jogou fora, como a embalagem de um presente que você não gostou.
All my days are turning into nights, mas parece que você não liga não é? Não se importa de fazer promessas e de não cumpri-las, não se importa de me desapontar. Você acabou com os meus dias, e com as minhas noites também. Mas porque então eu fico esperando uma palavra sua? Porque eu espero que diga que foi tudo uma brincadeira de mal gosto, e que.. o meu presente chegará.
Eu sei que isso não vai acontecer, na verdade, I give up this heart of mine, desisto dele e de todas as suas mentiras. Acho que eu desisto de você.
'O que não acrescenta também não faz falta.' E é assim que eu quero pensar em você, em um alguém que não me acrescentou nada. Como um sapato caro que eu vi, cobicei, mas não pude comprar. Então assim, não me fará falta. This is goodbye. 
 

Pela segunda vez inicio um post meu com uma música do Mcfly, coincidência ou não, talvez. Mas existem músicas que dizem tudo que as nossas meras palavras não conseguem expressar, e eu sei que disso, todos vocês que estão lendo, sabem.
Por Brenda, que está tentando abstrair tudo que é oriental da sua vida.
ps: se você estiver lendo isso, saiba que está doendo, muito, mas vai passar.